30 / 11 / 2017
Hospitais de Teresópolis podem fechar devido à falta de verbas

O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, e o coordenador da seccional de Teresópolis, Paulo Barros, estiveram reunidos nessa quarta-feira, 29, com diretores do Hospital São José, do Hospital das Clínicas de Teresópolis Constantino Ottaviano (HCTCO) e da Beneficência Portuguesa. Os representantes das três unidades informaram que a prefeitura local deve repasses de aproximadamente R$ 38 milhões. O Hospital São José e o HCTCO, inclusive, têm direito a verbas federais que não são pagas desde 2015. Preocupado com o cenário, o CREMERJ fará uma representação no Ministério Público Estadual (MPE) para evitar que a situação se agrave e ponha em risco a assistência à população.

No Hospital São José, o montante da dívida chega a R$ 10.816.000, 00 sendo que R$ 7 milhões são de responsabilidade da prefeitura. Desde abril, a unidade não recebe as verbas municipais e, desde setembro, os repasses federais. A unidade, que é retaguarda da UPA, oferece serviços de CTI, ambulatório, exames, internação, enfermaria e cirurgias.

Já a dívida da prefeitura com a Beneficência Portuguesa é de R$ 1.498.000,00. O último pagamento foi realizado em março. Entre os serviços prestados pela instituição, que possui maternidade, estão consultas ambulatoriais e cirurgias. Ela disponibiliza ao SUS 40 leitos de longa permanência, sendo 30 clínicos e o restante de obstetrícia. Cerca de 90% dos atendimentos são realizados por meio da rede pública.

No Hospital de Clínicas de Teresópolis Constantino Ottaviano, a dívida soma R$ 26.531.000,00 e se acumula desde 2015. Março deste ano foi o mês de recebimento das últimas verbas da prefeitura, e o último repasse federal data de outubro. A unidade acolhe pacientes de média e alta complexidade (internação e ambulatorial) e atende casos de urgência e emergência.

Nahon chamou a atenção para a necessidade de resolução urgente dos impasses entre a prefeitura e os hospitais.

“Essas três unidades são fundamentais para a cidade, pois são as únicas a prestar assistência hospitalar à população de Teresópolis e cidades do entorno. Caso a situação não seja normalizada, existe um grande risco de a população ficar completamente desassistida. Isso é inaceitável! É preciso garantir a qualidade do atendimento, assim como as condições de trabalho dos médicos. Exigimos que a prefeitura cumpra com as suas obrigações e faça o repasse das verbas”, disse o presidente do CREMERJ.