24 / 10 / 2017
Hospital da Lagoa recebe o Café com a Cocem

Os diretores do CREMERJ Serafim Borges e Erika Reis e a conselheira Márcia Rosa de Araujo estiveram, nessa terça-feira, 24, no Hospital Federal da Lagoa para uma reunião com membros da comissão de ética da unidade, em mais uma edição do Café com a Cocem. Durante o encontro foram discutidas questões referentes à relação da comissão de ética médica com outras comissões da unidade, a possibilidade de residentes e aposentados participarem da comissão, o processo eleitoral para novos membros e como deve ser a estrutura das comissões.

Os médicos ainda levantaram questões sobre a falta de recursos humanos e de materiais no hospital, além do fechamento de leitos. Assim como em outras unidades federais, o atendimento no Hospital da Lagoa tem sido prejudicado pela não renovação dos contratos temporários de médicos e enfermeiros vinculados ao Ministério da Saúde.

De acordo com o diretor do hospital, Pedro Cirilo, entre os serviços mais prejudicados está o de cirurgia geral, que no mês passado fechou oito leitos por conta da falta de recursos humanos. No mesmo período, quatro anestesistas não tiveram os contratos renovados, reduzindo ainda mais o atendimento.

“Hoje temos problemas de déficit de recursos humanos e de escassez orçamentária. Mas, na contramão, temos observado o crescimento da demanda de atendimento por conta da crise na rede estadual e municipal. Nosso hospital, que tem como foco a média e a alta complexidade, está ficando sobrecarregado por pacientes de baixa complexidade e não temos fluxo para suportar isso”, acrescentou o diretor.

Erika Reis questionou a situação da fila de espera por cirurgias e o andamento da reestruturação do perfil de atendimento da unidade, proposta pelo Ministério da Saúde. Segundo o diretor, está marcado para esta terça-feira (24/10) a assinatura da pactuação, onde será definido em quais especialidades o hospital será referência. Inicialmente, foi anunciado que o Hospital da Lagoa será referenciado em cirurgia ortopédica, especialmente de membros superiores, e vascular.

“O que nos preocupa é a questão da falta de profissionais. Foi feito um levantamento de necessidade de recursos humanos há dois meses, mas neste período mais contratos terminaram e não foram repostos. Não há condições de a unidade ser referência em nenhum serviço, já que há defasagem no atendimento”, acrescentou Cirilo.

Serafim encerrou a reunião reforçando a importância da aproximação das comissões de ética com o Conselho. “Nesse período de crise que nosso Estado está passando é importante que as comissões estejam próximas, e relatem seus problemas para que o CRM possa auxiliar”, explicou.